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domingo, 12 de abril de 2015

Essa sua ausência...

Por vezes, à noite,
O meu corpo é envolvido
Por um calor...
E fico eu sem saber,
Se é a natureza,
Esquentando-me na escuridão
Ou se é essa sua ausência
Tão presente que intensamente
E de maneira inquestionável,
Tira-me toda a razão.
Enquanto imagino teus olhos,
Brilhantes e ardentes, despindo-me.
Cheio de luxúria e com paixão.

Nádia Santos

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Ah tempo, tempo...



Parece que vejo sua fisionomia...
Tirana e cruel, desdenhando-me.
Das minhas aflições, de minha pressa
Com uma expressão tão fria...

Ah tempo, tempo não faz assim!
Será que não vês minha angústia?
Apressa-te e ajuda-me, por favor,
Tira-me dessa agonia sem fim...

Desejava sentir sua sensibilidade
De perceberes que tudo que preciso
É ter comigo finalmente o meu amor
Embriagando-me de felicidade!

Nádia Santos
06/04/15

terça-feira, 7 de abril de 2015

Meu oásis



Passam as horas...
E numa lentidão,
Enfadonha, torturante
Sou jogada na noite escura...
Num deserto apavorante.
E nem mesmo o seu corpo,
O meu oásis,
Sei não irei encontrar,
Para saciar a sede do meu...
E com suas mãos e sua boca,
Deixar nele as suas marcas,
Do seu jeito ardente de amar.

Nádia Santos
06/04/15









domingo, 5 de abril de 2015

Noites vazias


Nessas noites vazias
Tão repletas de nada
Dolorosamente frias
De longa madrugada

Veste-se minhas mãos
De outras imaginárias
Alimentando a ilusão
Que não estão solitárias

Tentando assim aquecer
Minha pele quente e nua
Aliviando esse sofrer
De tanto querer ser tua

Nádia Santos
31/03/15

sexta-feira, 3 de abril de 2015

O que seria de mim...


O que seria de mim
Se não fossem, o vento,
A chuva, o sol, a lua,
As estrelas... o mar!
Porque  apenas com eles 
E para eles, posso 
Falar desse amor 
Que eu sinto por você...

Nádia Santos

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