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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Deixo-te ficar nos meus versos

Enquanto não chega o momento
De realizarmo, enfim, nosso sonho
Deixo ir borbulhando o sentimento
Vou antevendo um amanhã risonho

Deixo-te ficar, assim, nos meus versos
Na tentativa louca de amenizar saudade
Trazendo-te para perto, para meu universo
Onde reina apenas o amor e a felicidade

Deixo-te ficar, amoroso, no pôr-do-sol
No vermelho tão intenso, do arrebol
Na beleza misteriosa do entardecer...

Enquanto mansamente chega a noite
Sonho com beijos em mim como açoite
Doce loucura, alimentando meu viver.

Nádia Santos
05/12/14

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Esses olhos teus (meu amor)

Esses olhos teus que amo tanto
Vieram iluminar o meu caminho
Enxugar dos meus o meu pranto
Repleto de afeto e muito carinho

Fez dissipar as nuvens pesadas
Que escureciam todo meu céu
Sentindo-me triste e desolada
Trazia no olhar um denso véu

Mas a alegria veio enfim reinar
Quando mergulho no teu olhar
Ficam os dias repleto de ternura

Vão embora, enfim, as incertezas
És meu querido... minha riqueza
Remédio para meu mal, minha cura

Nádia Santos

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O jardim dos amantes (Mini-conto)




Ela passeava pelo jardim pensativa... Seus pensamentos eram todos, exclusivamente dele... do seu amado. Parou em frente a uma roseira linda e segurou uma rosa, aspirou seu perfume, de olhos fechados, e suspirou profundamente. Ah quantas vontade vê-lo, de tocar seu rosto, de sentir  o calor de seu abraço, sentir o perfume que vinha de sua pele, ouvir seu coração batendo juntinho ao dela conversando apaixonados... Voltou a abrir os olhos e uma lágrima, de mansinho, correu pelo seu rosto morrendo nos seus lábios. Ela só queria ele, estar com ele, era tão pouco...
De repente uma borboleta, linda e colorida, pousa num dos galhos da roseira e fica ali, parecendo que olhava mesmo para ela... Tentou tocá-la mas ela voou e ficou dando volteios ao seu redor fazendo com que ela girasse e girasse fazendo-a sorrir, pois parecia que ela queria era isso, vê-la sorrindo, se divertindo. E pelo jardim começou a correr, sempre com a borboleta seguindo-a, mas de repente ela desapareceu e a jovem ficou angustiada, chamando-a. Quando ela ouviu uma voz que disse: "Ela não virá... ela veio apenas arrancar de você a tristeza que envolvia seu coração e avisar que o amor estava vindo... o seu amor. Estou aqui minha flor mais linda e não mais vou deixá-la chorar de saudade. Sou teu, todo teu... meu coração, meu corpo e minha alma. Vem... agora que nos encontramos, nada nem ninguém irá nos separar". Ela então correu para o abraço do seu amado  que a apertou em seus braços, acariciou seus cabelos, seu rosto, beijou seus olhos, seu nariz e finalmente suas bocas se uniram num beijo ardente e apaixonado. Ali, entre as flores, se amaram esquecidos do mundo e nem perceberam a borboleta junto com outras tantas, que volteavam pelo jardim...

Nádia Santos 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A vontade que sinto...


A vontade que sinto de estar perto
Se faz tão  cruelmente torturante
Quando desejo tanto meu amor
Tua doce presença constante...

Desejando encontrar, tão inocente
Passeio meu olhar pelos cantos
Esperando os teus que os alimente
Mas só há o vazio e vem o pranto

E por instantes morre meu desejo
Que fica preso entre o sol e a lua
Que arde na pele quente e crua...

E  o que faço amor com esse beijo
E a chama que me toma quando nua
E com a insana vontade de ser tua!

Nádia Santos

De repente... Você!

De repente, vejo voando
no jardim de minha alma
mas de mil borboletas!
De onde vieram, não sei...
Mas chegaram iluminando
tudo com suas lindas cores.

De repente, vejo voando
no jardim de minha alma
mais de mil pássaros!
De onde surgiram não sei...
Mas chegaram enchendo tudo
de alegria com seus cantos!

De repente vejo caminhando
no jardim de minha alma, Você!
Que surgiu não sei de onde
trazendo as borboletas... os
pássaros... o amor e a paixão
e devolvendo a felicidade
a minha vida e ao meu coração!

Nádia Santos
29/11/14

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