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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Sou só...



Sentada, triste, num banco de estação
Observava indiferente, a multidão
Num vai e vem de gente...confusão!
E eu? Mergulhada na minha solidão


Nada enxergava... nada ouvia...
Queria correr, sem entender o que ali fazia
Uma dor no peito, uma vontade de gritar...
E ali sozinha, lentamente me pôs a chorar...


Tão decepcionada, triste, abandonada...
Sentindo-me um objeto descartado, um nada
Querendo saber, o que as pessoas tem no peito
Se a muito perderam: o amor, o respeito...


A vida do outro, virou algo sem importância
O que conta é o interesse, a troca, a ganância
Sirvo-te. Depois, tu me pagas a "gentileza"
Por amor não convêm. O que vale é a esperteza!


Tudo é hipocrisia, falsidade! É superficial!
A vida do outro? Virou uma coisa banal!
Ninguém é especial, nem pai, mãe, irmão...


Interesse, oportunismo, ganância, egoísmo
É o que impera, nesse país de falso moralismo
E a família? Eu sou só... Só tenho a solidão!


Nádia Santos
Recife-PE
14/04/12

Um comentário:

  1. Um poema profundo e intenso!
    Gostei de a visitar! Sucesso para o Blog.
    Beijo do ZÉ

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