domingo, 21 de outubro de 2018

Não vejo os astros

De repente ficou meu céu acinzentado
O dourado que me aquece desapareceu
Assim como de meu corpo amordaçado
A alegria que dante existia, se escondeu

Por que se escondeu de mim o pôr do sol?
Roubando dos meus olhos doce encanto...
O céu desbotou, não avermelhou o arrebol
Há silêncio, não escuto pássaro nem canto

Até a lua se foi me tirando toda a acalma
Deixando às escuras as praias de minh'alma
Não balançam meus cabelos, não há vento...

Cortaram-me as asas... ando de rastros
E prostrada no chão, não vejo os astros
Não sei até quando durará esse tormento...

Nádia Santos

4 comentários:

  1. Muito intenso! Parabéns!! Amei!!

    Beijos-Boa noite!

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  2. Bom dia querida Nádia.
    Sua força poética sempre me encantou e aqui mais uma pérola deste estado de tormento, que tanto nos tortura em momentos de aflição e ou de desilusão. O por do Sol estará sempre belo aos seus olhos de poesia e uma Lua Cheia inundará seus olhos findando todo tormento.
    Uma bela semana com paz e amor amiga.
    Beijo

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  3. Boa noite, querida Nádia!
    Sua poesia cresce em grandeza e seu coração continua amoroso.
    Deus a abençoe muito!
    Bjm fraterno e carinhoso de pz e bem

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