sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Morrendo aos poucos...


Sentada, calmamente, no tempo
Perdida no meu silêncio
Ficam meus olhos, à procura
De outros... Mas não os encontro...
Os braços, coitadinhos, pendidos
Estão caídos sobre minhas pernas;
Desejam, loucamente aflitos
Um corpo quente para abraçar...
Minha boca, entre aberta
Desejando pronunciar um nome...
Mas na intensidade, a vontade
É abortada e reprimo o desejo
Que me consome...
Finalmente o corpo cansado cai,
E com ele vai se apagando a chama
Morrendo aos poucos, a cada dia 
Sem o outro para dá-lhe calor...
Para vesti-lo de paixão e de alegria,
Para alimentá-lo de amor...

Nádia Santos
16/12/16




3 comentários:

  1. Que belo poema,Nádia!

    Saudades de seu cantinho.Consegui chegar pelo Google+ e deixei recado para você lá.

    Beijos sabor carinho e Feliz Natal

    Donetzka

    Blog Magia de Donetzka

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  2. Muito belo, porém um pouco triste.

    Beijos...Bom fim de semana

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  3. Belíssimo! Lembrou-me Florbela Espanca na intensidade do sentir, desejar. Na melancolia de cada verso. Beijos, Nádia Santos.

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