quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Um ombro como abrigo

Viver sozinha não suporto
Não quero e não consigo
Quero um colo como porto
E um ombro como abrigo

Quero o calor de um abraço
Apertado, forte, energizado
Que tenha mil e tantos braços
Que seja quente e demorado

Quero minhas mãos carentes
Entrelaçadas a outras atrevidas
Pousar meu olhar noutro ardente
Ter minha pele por outra vestida

Quero outro corpo para me aquecer
Quero ser intensamente seduzida
Quero ser amada até esmorecer
Quero ser ardentemente possuída

Viver sozinha...  não suporto...
Não suporto a terrível solidão
Fico como um naufragado porto
Perdido em meio a escuridão...

Nádia Santos
15/07/13

8 comentários:

  1. Lindo e melancólico poema. Parabéns

    Beijos

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  2. Belos versos, cara amiga Nádia. Um abraço. Tenhas uma boa tarde.

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  3. Depois de uma longa ausência por motivos profissionais, regresso ao convívio dos meus amigos e amigas. Saudades vossas.
    .
    O poema é lindo demais. Um grito de amor sufocante em alerta pelo fervor de um desejo. Gostei muito como sempre

    Beijinhos

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  4. Vai sofrendo...se machucando e uma hora cansa e dá um basta. O amor tem que ser recíproco. É o alicerce de um relacionamento.

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  5. ...o poema está sublime!!
    Será que não somos todos um pouco assim?
    Será que até mesmo aqueles que gritam que nada é bom demais do que uma casa só para eles, uma sistema de som, uma tv que passa só o que eles gostam...uma cama XXL ... e no fim nessa cama XXL, quando deitam a sua cabeça na almofada...sentem um vazio muito estranho ...

    Beijo n´oteudoceolhar *

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  6. A solidão é fera amiga,como disse Alceu Valença.
    Não convêm que o ser viva só.
    Bela inspiração querida.
    Bjs de paz e bom fim de semana.

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