sábado, 30 de agosto de 2014

Aparências

Acho insuportável tentar salvar o que não tem salvação.
Odeio a ideia de fingir o que não sou muito menos o que sinto. Sou assim, doa a quem doer, pois tenho compromisso e respeito comigo mesma.

Nádia Santos

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Sou chama viva

Em noite perturbadora e silenciosa
Perfumada de luxúria abrasadora
De pele quente, vibrante, desejosa
De boca ávida, faminta, devoradora

Corpos sedentos e desesperados
Desejam queimar intensamente
Pelos raios de luar iluminados
No fogo da paixão ardentemente!

E agora são meus braços como laços
Querendo te prender com abraços
E minha boca tem um céu a ofertar...

Todo meu corpo é como chama viva
Que quero entregar demente, passiva
Voluptuosamente louca pra te amar!

Nádia Santos

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Quando...


 minha boca exibir um sorriso largo
e bobo, pode ter a certeza que foi porque
a tua lembrança esteve, nesse momento, 
bem viva em meus pensamentos.

Nádia Santos

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Na tua pele


Quero escrever na tua pele
Palavras de amor e desejo
Que sei tão bem de cor
Mas que na ânsia de escrever
Elas poderão sair indecifráveis...
Quero realizar na tua pele
Os devaneios das noites insones
As fantasias que vivi de olhos 
Abertos e os sonhos loucos
Que sonhei contigo...
Quero deixar na tua pele
Os beijos que tenho guardados...
Os abraços que dentro dos meus 
Braços tenho reservados...
As carícias que minhas mãos 
Ansiosas desejam fazer no teu corpo...
E todos os ais e gemidos
Que serão ditos no teu ouvido
Quando finalmente com paixão
Será por ti, meu corpo possuído!

Nádia Santos
13/08/14

terça-feira, 12 de agosto de 2014

NÁDIA SANTOS - Acróstico


ada, nem ninguém tira de mim
A vontade de me entregar plena ao amor
e viver a vida com alegria e intensidade
I nsistindo... persistindo... perseverando
A cada dia, renovando e criando sonhos

ão tantos sonhos... meus sonhos de amor...
mor que é tanto e tão intenso... imenso
o meu ser... Que grita dentro de mim, que
ransborda como um rio caudaloso...
rio que sou... que deseja desaguar
eus tantos desejos num (a)mar de outro amor.

Nádia Santos

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Alma gêmea (Conto)


Carol estava triste, pois o que mais queria era encontrar seu grande amor, ela sentia que ele estava em algum lugar, a sua procura também, e saberia reconhecer quando o encontrasse.  Seria aquele que ao tocar sua mão faria com que ela sentisse estremecer todo o seu ser, seu coração bateria loucamente, lhe causaria esmorecimento nas pernas e lhe tirasse o ar. E assim tristonha e chorosa, pensando no seu amor adormeceu. Logo se viu caminhando num lugar maravilhoso que parecia o paraíso e ela pensou que só podia está sonhando. Para todos os lados havia flores de todos os tipos e cores e frondosas e enormes árvores formando caminhos e muitos, muitos e variados pássaros cantando ao mesmo tempo, num céu de um azul magnífico. De repente, uma voz doce e suave, chamou-a pelo nome, ela voltou-se rapidamente e viu, olhando para ela sorrindo, uma linda senhora toda de branco e envolta numa suave luz, seus olhos eram lindos e seu sorriso um bálsamo. Carol, embevecida com aquela presença se perguntava quem era, e ela como se lesse seus pensamentos respondeu que agora ela não sabia quem ela era, mais um dia descobriria e acrescentou que era um anjo mensageiro do amor e que veio para levá-la para conhecer sua alma gêmea, pois ele também estava a esperar por ela. Carol exultou de felicidade e seus olhos estavam impacientes e aflitos, enquanto se perguntava onde ele estava... Então a senhora disse que tivesse calma que antes iria prepará-la e dizendo isso, pediu para que fechasse os olhos e se acalmasse e só pensasse em coisas boas. Carol obedeceu, ficando assim até que a linda senhora pediu que abrisse os olhos. Para seu espanto, ela estava vestida com um lindíssimo vestido dourado como os raios de sol, longo, vaporoso e levemente transparente, em seus longos cabelos negros raminhos finos com delicadas e pequeninas florzinhas caiam de uma coroa que adornava sua cabeça e ela percebeu que já não estavam no mesmo local, mais que era tão lindo quanto o anterior. Ela não via mais a senhora, mas conseguia ouvir sua voz que dizia para seguir a estrada em sua frente, pois seu amor a esperava.

Ela seguiu por um lindo caminho, parecia que estava num imenso parque, que não tinha fim, quando de repente, viu um homem próximo a uma bela árvore e seu coração disparou, ele vestido numa túnica e calça também douradas e descalço, assim como ela. Ele se virou sentindo sua presença e olharam-se longamente. Ele seguiu em sua direção, devagar, trazendo no rosto um sorriso lindo, frente a frente segurou uma de suas mãos e a levou aos lábios, beijando-a suavemente e  aquele contado, de seus lábios em sua pele, quase a fez desmaiar e seu coração quase parar, tamanha era sua emoção que esse toque causou em todo o seu ser.
E ele falou: Meu amor, finalmente a encontrei, há tanto tempo que te procuro. Carol sentia duas lágrimas correrem pela face enquanto dizia que também o procurava. Ele a abraçou fortemente e Carol se deixou envolver por aquele abraço quente e cheio de amor e assim permaneceram um tempo até que ouviram a voz da senhora que dizia ser a guardiã do amor dos dois e que havia sido permitido esse encontro de almas mas que  estava no momento dos dois voltarem para o plano físico. A permissão foi dada porque os dois andavam muito tristes e que em breve aconteceria o encontro deles no plano terreno. Perguntaram como iam se reconhecer e ela disse que não se preocupasse, seus corações e almas se reconheceriam. Despediram-se felizes. A pedido da senhora, fecharam os olhos e foram levados para suas respectivas casas.

No dia seguinte, Carol acordou feliz e com seu coração cheio de esperança. Lembrava vagamente que havia tido um lindo sonho, que se encontrava num jardim com alguém especial, mas não conseguia lembrar-se dos detalhes. Os dias seguiam tranqüilos e num domingo lindo de céu azul, Carol marcou com uma amiga num parque muito bonito que havia na cidade, para conversarem e colocar a conversa em dia, mas já passava e muito do horário combinado e ela não apareceu. Para não perder a viagem ela procurou um lugar tranqüilo para sentar  e ler um livro (ela sempre carregava um em sua bolsa). Viu uma frondosa árvore e um banco desocupado, abriu a bolsa e pegou o livro sem perceber que uma pequena caderneta caiu no chão. Seguiu até o banco e antes que sentasse ouviu uma voz dizer:  Moça, acho que isso aqui lhe pertence. Ela se virou e olhando para ela estava um homem com um sorriso encantador e em uma de suas mãos estava sua caderneta e ele acrescentou: você deixou cair quando retirou o livro (ele estava me observando, ela pensou). ”Não vou negar, já faz um tempo que estou te observando, espero que não fique com medo de mim, é que fiquei encantado com tanta beleza”, disse ele com aquele sorriso lindo e um olhar que irradiava luz como se fossem dois sois. Carol estava encantada e não sentia nenhum medo, pelo contrário, sua presença era reconfortante e muito agradável. Ele estendeu uma das mãos para ela dizendo: Muito prazer, meu nome é Sérgio. Ela estendeu a sua e ele a segurou carinhosamente e levou até seus lábios, quentes, e a beijou suavemente, enquanto se olhavam nos olhos. Carol pensou que ia desmaiar, o coração parecia que ia parar, um estremecimento tomou-lhe todo o ser e uma emoção e sensação jamais sentida invadiu todo seu corpo. Não muito diferente se sentia Sérgio que disse ter a sensação que já a conhecia. Ela, emocionada também disse ter a mesma impressão e completou dizendo: Muito prazer, Carolina. Refeitos do momento mágico, ele perguntou se podia acompanhá-la em seu  passeio, ela sorrindo feliz respondeu com um firme e sonoro SIM. Seguiram então, juntos, pelo parque com os corações palpitando e com a certeza em suas almas de que, a partir daquele dia, nada os separariam.

Nádia Santos

sábado, 9 de agosto de 2014

Urgências de um corpo


Ah essas urgências 
Que meu corpo sente...
Essa vontade de minha pele 
De sentir arrepios enquanto lábios 
Percorrem cada pedacinho dela...
E os meus braços?! 
Eles desejam apertar... guardar...  
Prender.... proteger... aquecer... 
Tão pretensiosos eles são!
E minhas mãos?! Querem em outras
Ficarem ternamente entrelaçadas...
Querem acariciar uma face, peito, ventre...
Querem passear despudoradamente,
Indecentes e ávidas em outro corpo quente,
Loucamente desejoso do meu...
Quanta urgência... quanta impaciência...
Quanta loucura...quanto destempero!
Agora percebo que o desejo
Que me toma inteira e tão intenso
Provoca em meu corpo todo
Um desespero imenso!

Nádia Santos
09/08/14

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Dias de primavera (II)


Quero um dia, ao despertar,
Abrir meus olhos sonolentos
E encontrar a luz dos teus...
Então saberei que a primavera
Enfim chegou! Não importando
Se for inverno, outono ou verão,
Pois contigo ao meu lado
Meu coração vai entender
Que todos os dias serão 
Lindos como a primavera, 
Floridos e ensolarados...
Dias de paixão!

Nádia Santos
08/08/14

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Leveza


Meu corpo tem os pés no chão,
Porém minha alma precisa
Estar nas alturas viajando
Entre as estrelas...
Leve e nua, vou com elas
Visitando constelações sem fim,
Passeando com toda leveza na lua
Perdida na imensidão...
Perdida de mim...
Mas assim, perdendo-se
Flutuando nas fantasias
É que ela se encontra
E meu corpo feliz encanta-se!
Só assim, ela e eu, podemos suportar
As desventuras que a vida apronta...
E quando, finalmente, minha alma
Retorna de sua viagem astral
Afastando o mal, me fazendo bem
Meu corpo sente imensa calma
E uma doce paz envolve-me também.

Nádia Santos
06/08/14

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Musa


Desejava ser a musa de um poeta...
Não aquela inalcançável, inatingível;
Não aquela de seus sonhos
Nem um desejo impossível!
Desejava ser a musa de um poeta...
Mas aquela real... palpável!
Aquela com quem ele realizasse
Suas fantasias ardentes;
Aquela que a cada beijo trocado
E após cada noite de amor
Ele pudesse desfalecer feliz,
Recebendo doces carinhos, 
Em seu corpo cansado e saciado...
E que a cada amanhecer
Ele, ao despertar encontrasse,
Não apenas a musa, ao seu lado
Mas também a mulher e a amante
Toda sua, envolvida nos seus braços.
- Desejava ser...
Tua musa, meu amor.

Nádia Santos
05/08/14 

domingo, 3 de agosto de 2014

Pensei ser tu...


Sai para respirar ar fresco e caminhar
Sentir a brisa mansa da noite escura
Admirar um pouco o brilho do luar
E esquecer também às desventuras

Procurei estrelas, haviam poucas
Avistei a lua e toda sua magnitude
Vê-la despertou-me saudade louca
E meu ser foi tomado de inquietude!

Meu olhar estava fixo no final da rua
Quando vi surgir, iluminado pela lua
Um vulto vindo em minha direção...

Meu coração bateu forte e acelerado
Feliz, pensei ser tu, meu doce amado
Mas foi delírio de minha imaginação...

Nádia Santos
01/08/14

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Quando penso em ti


Deixa a minha boca
Sentir o sabor da tua...
Deixa o meu corpo
Banhar-se com o suor do teu...
Deixa aplacar esse fogo
Que o meu corpo inflama
Quando penso em ti...
Deixa que alimente minha paixão
Com as carícias de tuas mãos...
Pois só tuas mãos
Vestindo a minha pele;
Só nossos sexos encaixados,
Ardentes e apaixonados;
E tua boca em minha boca,
Trará ao meu corpo calma
E sossego à minha alma
Que de saudade vive louca!

Nádia Santos
31/07/14