terça-feira, 25 de junho de 2013

Poeta vadio



Será sina do poeta
Apaixonar-se pelo impossível?
Perder-se na escuridão da noite
Sonhando de olhos abertos na busca vã
De quem o inspira, aspira, suspira...
Enquanto o corpo prostrado
Sob o frio dos lençóis queima,
Numa chama constante, excitante...
Em delírios, fantasias, quimeras loucas!
Enquanto a lua o contempla
Em sua agonia, como quem sorri
Cúmplice desse  sentimento conflitante...
E o vento, soprando mansinho,
Tremulando as "cortina da janela da alma",
Sussurra o nome que se quer esquecer,
Com receio de se perder...
Acendendo mais forte a chama do desejo
Fazendo o poeta enlouquecer...
Estremecer... querer... viver!
A madrugada passa e o poeta vadio, sozinho
Sente a luxúria que o abraça...
Vendo as horas indo, o consumindo
Com a alma e o corpo em louco cio.
E nessa batalha cruel
Não há vencido nem vencedor,
Apenas o poeta lutando
Para não deixar cair o véu da paixão,
Que o devora com ardor!

Nádia Santos
20/06/13



17 comentários:

  1. Gostei muito Nádia! A inquietação que precede um belíssimo poema...é quase sempre assim!!

    Beijinho com carinho!

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  2. Oi Nádia
    Quantas saudades
    Foi e voltou carregando o seu vazio e isso não é bom. Preencha-o rapidamente, pois só você ama ardentemente você,
    Beijos
    Lua Singular

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  3. Oi Nádia! Que deliciosa leitura! Você traduziu sem igual as horas que antecede a produção do poeta, sua angústia, sua paixão, sua inspiração. Também os elementos que acompanham esse martírio e que, não raro, participam diretamente e ainda são citados como companheiros leais. Valeu a visita!
    Um abraço e tenha bons dias!

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  4. Oí Nádia,que bom que você voltou!Com o brilhantísmo de uma grande poetisa,seus versos já dizem tudo:"Tremulam as cortinas da janela da alma"!

    Bjs amiga,seja bem vinda.

    Carmen Lúcia-mamymilu.blogspot.com

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  5. Lindo poema amiga Nádia!
    Uma inquietude harmônica!
    A paixão é mesmo assim...

    Beijos! Fernanda Oliveira

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  6. .


    Ah, esse jeito, esse peito.
    Ah, essa pressa de sair, de
    partir.
    -Essa vontade louca de sumir
    de si, de evaporar rumo ao
    ar, ao infinito ao nada e
    você, aí, a rir-se de mim...

    Um beijo,

    silvioafonso





    .

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  7. Querida amiga Nádia, que bom, você volta com essa bela poesia Poeta vadio, gostei muito, como sempre gosto de tudo que você escreve. Um abraço viu?
    Senti saudades!!!

    Maria Machado

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  8. Bom ver você de volta, não podia nos deixar seus poemas belos, Nàdia. É sim... sina do poeta esse querer sem poder, querer tocar o abstrado, o que não pode ser. Excelente poema. Beijossssss

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  9. Poema maravilhoso. Lindo mesmo, que muito gostei de ler
    ....................
    Visitem-me

    http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/

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  10. Bpa tarde Nádia.. amiga poetisa voltaste a nos brindar com teus versos..
    todo o poeta no fundo é um vadio rsrs um boêmio mas nunca perde a essência da alma rsrs bjs e um lindo dia

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  11. Mi querida Nadia, que bello volver a leerte, me alegra mucho tu regreso y estoy muy agradecida por la vista a mis espacio!
    Tus letras llenas de magia y pasión no envuelven nuevamente!
    Te dejo un fuerte abrazo!

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  12. Divino...
    Adorei ler este poema, lindo lindo.

    Visitem-me:http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/2013/06/sintomas.html#comment-form

    beijinho

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  13. O poeta vive... com tanta intensidade os seus versos, que queima por vezes as suas asas... para melhor transformar em magia, os versos que oferece ao leitor.
    Belíssimo, Nádia!
    Bjs

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  14. Nádia.Que lindo poema trouxe com sua volta,

    Todo o seu carisma veio com mais força.

    Beijos e lindo final de terça


    Donetzka


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  15. A magia da paixão....
    Beijo Lisette.

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  16. Minha querida

    Voltando com saudades de te ler...como sempre há magia nas tuas palavras.
    Deixo um beijinho e obrigada pelo carinho na minha ausência.

    Sonhadora

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