domingo, 30 de junho de 2013

...


Pai, dá-me uma luz...
Estou sentindo-me perdida
Como um barco à deriva,
Tonto, com a violência das ondas.
Apavorado com a escuridão
Iluminada, apenas, por raios
Que cortam o céu,
Por assustadores trovões.
E por vultos sinistros
Que querem me tragar
Para as profundezas
Desse revolto mar...
Pai, dá-me uma luz...
Pois a minha, no momento,
É apenas um fraco lume...
Mostra-me o caminho... me conduz...
A um abrigo... um porto-seguro...
Onde eu possa minha nau atracar
E minha paz, novamente encontrar.
Queria continuar meu desabafo,
Mas nas meninas dos meus olhos,
Agora, cai fina chuva
E sinto-me impossibilitada
De continuar... com a vista turva....

De sua filha...
A procura de luz



4 comentários:

  1. Puxa Nádia...seu poema é de uma beleza incrível, ainda que brote de um sentimento em busca de uma solução, de luz. Tantas vezes me senti assim...e tenho medo de me sentir de novo. ao menor sinal de perigo, bloqueio os sentimentos de fraqueza, por medo de me render a eles.
    Que o Pai permita que a luz pare de tremular e resplandeça.
    Um abraço!

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    Respostas
    1. Sempre tento ser forte, mais nem sempre consigo e qdo não consigo entrego-me e reconheço minha fraqueza...e desabo mesmo... depois passa amiga. Minha fé é muito grande. Um bj Bia.

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  2. Talvez a melhor maneira de encontrar-se, seja perdendo-se. Um interessante paradoxo.

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