sexta-feira, 12 de abril de 2013

Abstinência

Essa noite foram longas as horas
Consumida de desejo na escuridão
Pedindo que chegasse logo a aurora
E que de mim desapartasse a solidão

Meu corpo em espasmo e convulsão
Assim, desesperado como num vício
Sente falta do calor dessa paixão
Ardendo, também a alma em louco cio

De repente minha cama é iluminada
Com os raios carinhosos da lua
Encobrindo minha nudez orvalhada
Enquanto adormeço sem ser tua...
Nádia Santos
São Luis – MA
11-04-13


9 comentários:

  1. Ausência dolorida que desnorteia os sentidos. Bjs.

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  2. Oi Nádia! Boa noite, espero que estejas bem. Trago um selinho pra você, passa lá no blog e veja se gosta. O linque da postagem é search/label/SELINHOS E PRÊMIOS QUE QUE O BLOG RECEBEU.
    Abraços uma noite abençoada.

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  3. Olá Nádia, e que tudo esteja bem contigo!

    Ainda que teu poema expresse a dor de noites solitárias, ainda assim, encanta com este teu jeito intenso de poetar, parabéns poetisa, falar de sentimentos, ainda que pensados para alguns, é complicado. Mas você com belas e elaboradas palavras faz de um jeito que nos faz deveras encantado!
    E agradecido por mais esta beleza haver compartilhado, e pelas visitas e gentis comentários, eu desejo que teu viver seja sempre de intensa felicidade, abraços e, até mais!

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  4. Nessa noite longas horas esperei,
    Ansiosamente, a tua chegada
    Com a tua ausência triste fiquei
    Acordado até de madrugada!

    Mais sofrer, não me faças
    Não te esqueças de voltar
    Longe de mim não me abraças
    Para ti, vou um beijo enviar!

    Boa noite, bons sonhos
    e bom fim de semana,
    para você, amiga Nádia Santos.
    Eduardo.

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  5. Una luna testigo de tu apasionada piel... bello leerte Nadia!
    Te dejo un fuerte abrazo, buen fin de semana!

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  6. BOA NOITE MINHA QUERIDA !
    TÃO LONGE DOS OLHOS,UMA ESPERA,MAS VIVE-SE DENTRO DO CORAÇÃO...
    MUITO LINDO QUERIDA !!!!!

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  7. Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.
    Fernando Pessoa

    1Beijo

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