terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O mendigo


Naquele banco gelado de jardim, deitado
Tendo como cobertor o infinito céu
Tenta descansar o corpo despedaçado
Sozinho, abandonado... jogado ao léu...

No seu coração morreu a esperança...
Pobre mendigo, só conheceu desventura
Jamais desfrutou da bem-aventurança
Só colheu espinhos e cultivou amargura...

Sonhos? Não os tem... nem sabe o que são
Segue pela vida em passos lentos, demente
Carregando seu fardo de dor e desilusão
Já está a sua alma moribunda... descrente...

Suas lágrimas foram secando... aos poucos
Encontra-se perdido... num vazio profundo
Já não sabe mais rezar... grita, como louco!
Não se sentindo parte, desse triste mundo...




Nádia Santos
São Luis-MA
09/12/12

Um comentário:

  1. Olá Nádia querida, parabéns! Uma triste história que estamos nos deparando sempre. O mendigo não tem rosto,nem doente mental, são invisível para a sociedade. Um belo testo!
    Amiga boa tarde!
    Abraços
    Maria Machado

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