quinta-feira, 12 de julho de 2012

O cravo e a rosa

Só sei que distraída caminhava
Sozinha por uma estrada florida
Vi no chão uma rosa que suspirava
Seus últimos momentos de vida

Pensei em pegar a rosa desmaiada
Mas um pássaro a levou com carinho
Acomodou a florzinha em sua morada
E com ela aqueceu os seus filhinhos

Segui, pensando na flor ao relento
Quando escuto alguém soluçando
Fui em direção àquele triste lamento
E encontrei um pobre cravo chorando

Ele disse-me de forma comovente
Que uma pessoa cruel e desalmada
Arrancou de perto dele brutalmente
A bela rosa, sua eterna e doce amada!

Disse então: não fique assim infeliz
Sua linda flor agora está num ninho
No alto daquela frondosa árvore matriz
Aquecendo pequeninos passarinhos

O cravo não mais chorou e resignado
Ergueu-se, olhou para cima, suspirou...
Jurou ser para sempre o apaixonado
Por sua bela rosa, a quem tanto amou

No cravo tentei tocar, comovida
Mas nesse momento então despertei
E percebi que essa história sentida
Foi somente um sonho que sonhei.

Nádia Santos
São Luis - MA
01/03/12

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