quarta-feira, 25 de julho de 2012

Doces mãos

Não sinto tuas mãos sobre as minhas
Olho para elas e vejo que estão vazias
Só passeando no teu corpo são felizes
Percebo nelas uma desesperada agonia

São doces e ardentes as minhas mãos...
E elas sentem-se nada, sem utilidade
Longe do teu corpo, longe do teu rosto?
Nada as interessam... Tudo é futilidade

Tudo que tenho coloquei nas tuas mãos...
E todo amor que vibra em meu coração
Intenso, abrasado como um ardente vulcão!

Tudo te dou, amorosa como piedosa rainha
Que por prazer dá esmola caridosamente
E tudo te peço, como mendiga pobrezinha!

Nádia Santos 
Recife-PE 
16/04/12






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